sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

# Revestido de Autoridade

autoridade, justiça, equilibrio
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Há um livro do autor cristão Watchman Nee chamado Autoridade Espiritual. Nele, basicamente o escritor aponta os caminhos para andarmos segundo a palavra de Deus, mesmo quando autoridades civis ou eclesiásticas não se orientem por ela.
Ele afirma também que a autoridade espiritual que devemos vivenciar depende da obediência que temos à Deus e aos seus mandamentos, em especiais a estes que são os rumos já esclarecidos pelo Eterno para encontrarmos o norte que nos dirige em Sua direção. É algo como compreender que se os membros do corpo não obedecem ao comando da mente, algo está errado, desequilibrado.
Viver o chamado de Deus, que é feito a toda a humanidade e não a alguém em particular como querem muitos acreditar o receberam, é, sobretudo, entregar-se a uma nova vida, com novos parâmetros e valores. Passa a ser uma vida vivenciada diante de uma profusão de hábitos que se caracterizam por uma nova criatura e que nada tem a ver com o ser humano talhado pelo mundo, ainda que de bons hábitos e valores.
Por que, afinal, nos entregamos ao jejum e às orações? Porque esses são ensinamentos de Deus para que nos aproximemos dele, obtendo a cada vez que as repetimos, mais e mais intimidade com Ele e com seus valores.
É muito comum, e também bastante compreensível, quando vemos o mundo escarnecer de um homem que ande segundo os desígnios de Deus, afinal, não se pode esperar outra coisa de alguém que desconheça tais valores, ou não tenha o menor interesse em conhece-los.
“Sede santos, como Eu sou santo”, diz a voz do Eterno, repetida por Pedro em sua carta. O que antes caracterizava a nossa vida, deve ser totalmente desprezado e destituído de nosso comportamento, afinal, adverte o apóstolo, andeis em temor segundo tudo o que foi ensinado viver, coisas que até mesmo os anjos, conforme relata a referida carta, desejam bem atentar.
Se antes éramos julgadores, irascíveis, ainda que diante de situações de injustiça, por que haveríamos de nos comportarmos da mesma forma se agora conhecemos o que é bom, perfeito e agradável? Até quando viveremos na carne, sem entregarmo-nos à santificação que fará toda a diferença em nossa salvação?
Apenas conhecer o evangelho e as escrituras nos bastam? Orarmos e jejuarmos é o suficiente? E toda a lapidação que se faz necessária ao coração, à mente, sobretudo à língua? Como haveremos de tomar posse de toda autoridade espiritual ao nosso dispor, sem nos despirmos do velho homem, o que é de primordial ensinamento da parte de Deus para que participemos de suas bodas?
Pai, que seja feita a Sua vontade e não a minha! Sim, pois, os Seus pensamentos são maiores que os meus, e porque Cristo é coluna fundamental de Tua obra, a quem toda a autoridade foi dada, que eu diminua e Ele cresça em mim, Senhor, meu Deus e meu Criador, para que eu possa estar revestido da autoridade que deseja que eu vivencie, e assim possa conhecê-lo de fato e de direito, obedecendo-O em tudo.
Ṣadi – Um Peregrino da Palavra ©

terça-feira, 17 de novembro de 2015

# Tempos difíceis

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Orando 02
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Diante de tantos ataques terroristas pelo mundo nesta semana, de discursos de ódio na política brasileira como nunca tivemos, além das corrupções inimagináveis que matam todos os dias nos hospitais, nas merendas escolares, na educação. Diante de catástrofes ambientais ocorridas pelo descaso que só pensa no poder, pensei comigo – sobre o que haverei de escrever neste sábado? Fiquei tão impotente diante de tanta maldade que precisei socorrer-me à leitura bíblica.
Eis que de pronto encontro Paulo se dirigindo aos tessalonicenses e dizendo: “Irmãos, quanto aos tempos e épocas, não precisamos escrever-lhes, pois vocês mesmos sabem perfeitamente que o dia do Senhor virá como ladrão à noite”.
E seu conselho é que nos espelhemos em Cristo e pautemos o nosso comportamento, pois somos filhos da luz. Estamos vivendo tempos maus, contudo, tenhamos “cuidado para que ninguém retribua o mal com o mal”, mas sejamos “sempre bondosos uns para com os outros e para com todos. Alegrem-se sempre. Orem continuamente.
“Deem graças em todas as circunstâncias”, diz o apóstolo Paulo, justificando ser esta a vontade de Deus para nós em Cristo Jesus. E, de fato, é isso mesmo. Não há como observar o comportamento do Mestre e encontrar nele senão o amor em sua plenitude.
Talvez não saibamos como, mas é preciso aprender e o Espírito Santo pode nos ensinar. Por isso mesmo diz ainda Paulo – “Não apaguem o Espírito. Não tratem com desprezo as profecias, mas ponham à prova todas as coisas e fiquem com o que é bom. Afastem-se de toda forma de mal”.
Irmãos, nunca estivemos tão necessitados em viver segundo as escrituras quanto agora. Estamos vivendo tempos muito difíceis. Precisamos nos proteger com a couraça da fé e do amor, tendo a mente voltada para a esperança da salvação.
Não podemos nos descuidar daquilo que sentimos, falamos e pensamos. O que nos cabe fazer agora e de forma contínua é orar. Orar continuamente, como adverte o apóstolo. Orar pelo Brasil, pelo Oriente Médio, pela Europa e pelo mundo inteiro. E que o próprio Deus da paz nos santifique inteiramente. E que o espírito, a alma e o corpo de cada um de nós seja conservado irrepreensível na vinda de Cristo.
A graça de nosso Senhor Jesus seja com todos nós que cremos. E que Deus nos abençoe.
Ṣadi Peregrino - O Peregrino da Palavra

sábado, 15 de agosto de 2015

# Sábado

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No sábado, pelo próprio significado da palavra – descanso – e pela sua relação histórica e simbólica com o ápice da criação, encontramos intrínseco, o motivo que nos coloca na razão direta de relação com o Criador dos mundos, qual seja santificados e abençoados encontramos descanso. 
No entanto, pela corrupção do coração humano, a essência precisou continuar viva na forma do quarto mandamento, para encontrarmos no descanso de sábado, a razão de santidade e bênção, e assim vivermos a vida realinhados à essência divina, para enfim, reencontrarmos um dia, ressurretos em corpo incorruptível, a plenitude daquilo para o qual fomos criados, sermos novamente imagem e semelhança do Criador, bendito seja o Seu nome. 
Feliz sábado a todos!
Sadi – Um Peregrino pela Palavra do Eterno

domingo, 21 de junho de 2015

# Nestes tempos



Uma amiga nesses dias escreveu-me e dizia ao final: “Jesus, volte logo, pois o mundo está estranho”. O desrespeito neste País parece ter tomado proporções inacreditáveis. Por todos os lados, os mais diversos assuntos perderam completamente a razão do debate para dar lugar a opiniões essencialmente agressivas, eivadas pela intolerância.
Praticamente nenhum assunto escapa dessa linha de exposição, tampouco os valores, e aí se incluem a lisura e a ética na política ou o amor e a paz propostos pela religião.  Entre governantes e pastores, homens que se espera tenham um comportamento exemplar pela função a que se propuseram, percebe-se a preferência por discussões que envergonhariam o mais crédulo partidário ou um simples frequentador de igreja.
Pegue o mínimo exemplo de intolerância de um crente, político ou não, e pergunte a ele o que acredita que o Cristo faria em seu lugar. Pegue um político, crente ou não, e pergunte-o sobre a clássica frase do jurista Rui Barbosa que dizia haveria um tempo em que o homem sentiria vergonha de ser honesto.
Para a política, valho-me da frase do grande Rui Barbosa pelo que já diz tudo. Quanto ao cristianismo menciono a célebre frase do líder indiano Mahatma Gandhi ao pronunciar-se sobre a realidade dos discípulos do cristianismo: “Não conheço ninguém que tenha feito mais para a humanidade do que Jesus. De fato, não há nada de errado no cristianismo. O problema são vocês, cristãos. Vocês nem começaram a viver segundo os seus próprios ensinamentos”.
Sobre este tempo de alta intolerância e desonestidades de toda a sorte alguém diria que são os sinais dos tempos, possivelmente fazendo menção à carta de Paulo a Timóteo. Diz o trecho que nos últimos dias os tempos serão terríveis, porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, ingratos, profanos, sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, cruéis, traidores, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus.
Contudo, nada está perdido. Há muitos lugares onde ainda se pode encontrar o manifesto da honestidade e da tolerância, e a igreja adventista do sétimo dia é um bom exemplo disso, em que pese não haver um lugar que deixe de conter representantes que desvirtuem as bases de seus valores. Os discípulos de Gandhi não entendiam a extensão de sua postura de paz, e não raro tomaram medidas violentas que em muito feriram a consciência de seu líder. Pedro não fez diferente no monte das oliveiras ao usar a espada, obrigando Jesus a reparar o ferimento na orelha do soldado romano.
Desejar esse comportamento de amor, tolerância e um comportamento impecável me faz lembrar a resposta de Pedro ao Cristo, quando este disse que o apóstolo e os outros poderiam ir embora se quisessem: “Para onde iríamos se só tu tens palavra de salvação?”.
Que a palavra do Messias esteja contigo ao longo da semana é o desejo do peregrino da palavra a você e a toda a sua família.
Ṣadi Peregrino - O Peregrino da Palavra

sábado, 10 de janeiro de 2015

# Árvore e Raiz

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Qual a função de uma árvore? Proporcionar sombra por meio dos ramos, alguns diriam; outros lembrariam dos frutos e por eles, das sementes. Outros tantos ainda diriam de sua função na regulação do clima ou na troca dos gases, tão importantes para a vida na terra. Tudo isso é verdade.
E quanto à parte da árvore que não vemos? Sim, a sua raiz. Qual a sua função? Sabemos que a função da raiz de uma árvore é lhe sustentar a vida, dando-lhe equilíbrio e, sobretudo crescimento para o alto, além de lhe proporcionar seiva e nutrientes.
Há uma passagem em que Paulo escreve certificando-nos de que somos nada além de ramos enxertados na oliveira que é Israel, a fim de participarmos da seiva de sua raiz, pois houve tempo em que dela estávamos separados, posto que éramos estranhos à promessa de um redentor feita ao povo escolhido.
No entanto, adverte o apóstolo, importa não nos gloriarmos contra os ramos naturais (judeus) por terem sido cortados devido a sua incredulidade, afinal, dois fatos são inquestionáveis; o primeiro é que se o Eterno cortou até mesmo os ramos que eram naturais à oliveira, certamente não nos pouparia; em segundo, é bom e sábio o temer a Deus, pois não somos nós que sustentamos a raiz da oliveira, mas ela a nós.
O profeta Isaías afirmou que do tronco de Jessé, pai de Davi, surgiria o renovo, qual seja, o Messias, este que segundo Paulo, nos regeria e nos daria esperança por meio de sua obra, para que o homem voltasse a ter direito à árvore da vida. Ele é o Messias, a raiz de Davi que venceu. Ele mesmo diz: “Eu sou a raiz e a geração de Davi”.
Ele é aquele que, sendo raiz, executou o trabalho mais árduo, enfrentando obstáculos e descendo aos confins da terra para que a oliveira fosse frondosa, permanecesse firme e frutificasse, sobretudo. Ele foi quem seguiu descendo, certo de que o DNA que lhe dava força e poder vinha do alto; ele a tudo suportou, para que tivéssemos vida, crescimento, frutos e esperança.
Logo, pergunte-se qual a sua função como ramo enxertado na oliveira. Fica a dica. Se a raiz é santa, os ramos também devem sê-lo, pois só assim produzirão bons frutos.
Sadi – Um Peregrino pela Palavra do Eterno

sábado, 3 de janeiro de 2015

# Renovando a cada manhã

Chegamos ao primeiro sábado de um novo ano. Apesar de o ano ser a contagem do tempo, segundo a volta completa que a terra dá em torno do sol, para o inconsciente coletivo é uma oportunidade de pensarmos nossas atitudes, fazermos planos pessoais e profissionais e também darmos continuidade a tudo o que já vínhamos fazendo.
Refletindo bem, a qualquer tempo pode-se agir assim, repensando a vida e tomando novas atitudes, mas, sejam os dias quais forem, devemos pensa-los, sobretudo como momentos únicos para agradecermos pela vida e seguirmos a jornada rumo ao Eterno; instantes preciosos para renovarmos a fé mediante nossos atos.
Há tempo e propósito para todas as coisas debaixo do céu, segundo o rei Salomão. Ele mesmo compreendeu que não há coisa melhor para o homem do que alegrar-se e fazer bem na sua vida; e quer coma e beba, e goze do bem de todo o seu trabalho, isso é um dom de Deus.
Portanto, faça o que fizer neste novo ano, faça-o para a glória de Deus. O tempo aceitável é agora, diz o Senhor. Graça imerecida, porém, dada a nós pelo Eterno, com amor, para nos reconciliarmos com Ele. É por essa finalidade divina que devemos viver e agradecer todos os dias, renovando-nos a cada manhã.
Seguir em sua direção, confiantes e alegres, dependentes de Sua providência, anunciando a Sua revelação por onde quer que passemos, fazendo o bem, amando e perdoando, não julgando, sobretudo.
Se por sentirmos tantos bons desejos na passagem de um ano para outro, seria melhor que nos deixássemos transformar e nos permitíssemos vive-los intensamente a cada manhã, enquanto a terra continua sua jornada em torno do sol.
Assim seja, para a glória de Deus, bendito seja o Seu nome.
Shabbat Shalom.
Sadi – Um Peregrino da Palavra

sábado, 27 de dezembro de 2014

# Retropectiva

Chegamos ao último sábado do ano de 2014 e a retrospectiva que nos importa são os 51 sábados anteriores e todos os dias que entre eles se encontraram.
Isso para refletirmos sobre o que fizemos com o amor que nos foi ensinado. O que reflete o amor que vivemos quando o espelhamos nas escrituras? Quanto de nosso tempo foi despendido por amor ao estudo da palavra, à adoração, à oração e ao jejum? Em nome do amor, perdoamos? Pedimos perdão? Amamos, de fato, ou julgamos amar?
O que fizemos do amor que nos foi ensinado importa o admitirmos apenas diante do Eterno, não diante dos homens, a não ser que tenhamos algum pedido de perdão a ser dirigido a nosso semelhante. Somente o amor verdadeiro seja o julgador de nossa consciência.
Há uma razão sublime que justifique pensarmos essas questões. É importante compreendermos que hoje conhecemos em parte, mas quando vier o que é perfeito, o que for parcial acabará.
As escrituras apresentam profecias, línguas e conhecimento entre outros dons. Por eles compreendemos e vivemos os atos que nos levam de volta ao Eterno, no entanto, esses dons são todos parciais. Quando o Messias retornar, nada disso será mais necessário. O que restará será a fé, a esperança e o amor, sendo este o maior.
Mas, o que isso quer dizer? Dessas três qualidades espirituais internas, apenas o amor produz resultados externos, afinal, a fé se opera por meio do amor; quando amamos aos outros, cumprimos a lei; e, por fim, somente podemos dizer que conhecemos ao Messias quando fazemos o que ele nos pede, pois é assim que o amor genuíno por Deus se manifesta.
É possível que não tenhamos cumprido algumas das questões enunciadas anteriormente, todavia, é porque agora vemos as consequências como que por um espelho turvo, mas haverá o dia em que estaremos face a face, como diante de um espelho polido, e conheceremos plenamente, tal qual o Eterno nos conhece.
Que o Senhor, bendito seja o Seu nome, nos cubra com Seu amor.
Um Peregrino da Palavra.

terça-feira, 7 de outubro de 2014

O Encontro da Verdade

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"O Encontro da Verdade", por Sady Folch.

Conta uma história que a verdade saiu de casa com o fim de compartilhar seu conhecimento entre os homens. O primeiro grupo que encontrou não lhe deu a menor atenção. Achou estranho tal comportamento, porém não desejou forçar-lhes a nada. Assim seguiu seu caminho, não se desviando nem para a direita, nem para a esquerda, até que encontrou outro grupo de pessoas. O tratamento lhe pareceu semelhante ao anterior. Resoluta, seguiu sem querer incomodar a nenhum daqueles com pergunta que fosse. Outras e outras ocasiões surgiram em meio ao caminho e em nenhuma delas teve uma recepção que diferenciasse das anteriores.

Entristecida com todo aquele desprezo, ela voltou ao seu lugar de origem e ali permaneceu recolhida até que um dia alguém bateu à porta. Ao abrir, deparou-se com a parábola. A parábola foi logo perguntando o porquê daquele semblante tão triste, ao que de pronto ouviu a verdade dizer que havia tido uma péssima experiência com os humanos. A parábola, por sua vez abraçou-a e adentrando à casa, ofereceu-se para fazer um chá, assim conversariam um pouco.

Sentadas à mesa, a parábola passou a lhe explicar o motivo pelo qual havia sido tratada com tanto desprezo.

– Os humanos não gostam de encarar os fatos, disse ela à verdade. Preferem, muitas vezes, a companhia até mesmo do engano e da mentira, pois estes lhes são bajuladores e, sem que eles saibam, normalmente lhes entregam uma confiança fruto de sofismas, criados por meio de conceitos antigos encontrados fora do caminho. Mistura-os a algum incentivo que poderia ser tomado como verídico, e assim fisgam definitivamente a confiança dos homens.

E a parábola continuou a lhe falar sobre os homens, até que a verdade, horrorizada com a explicação, e quase sem esperança de obter algum relacionamento com eles, perguntou se havia algo que pudesse fazer para obter a atenção dos humanos. Foi então que ouviu as seguintes palavras.

- Veja bem, a maioria deles age da maneira como eu te afirmei; mas, também é certo que, assim como outros mais acessíveis, eles a entenderão melhor se a receberem vestida de forma que os faça pensar e percebam que estão diante dos fatos. Portanto, vou lhe dar algumas de minhas roupas, presenteadas a mim pela sabedoria, e assim poderá ganhar-lhes a confiança, abrindo-lhes, inclusive, os olhos para as más companhias a que se acostumaram.

A verdade pensou um pouco e questionou se aquela não seria também uma forma de disfarçar-se como o fazem o engano e a mentira. Nesse momento, com toda tranquilidade, a parábola mostrou à verdade que havia um enorme abismo entre eles, pois aqueles se valiam de artifícios para iludir aos homens, enquanto ela, conseguindo o acesso aos humanos, só haveria de beneficia-los com sua companhia.

- Pense bem, concluiu a parábola, você não irá se esconder como se quisesse perverter a cabeça dos homens, mas irá tão somente vestir-se de maneira que eles aceitem ouvi-la e possam enxergá-la.

E assim fez a verdade, sendo, enfim, ouvida e aceita por muitos homens.

Ṣadi Peregrino

(Que as palavras ditas por Yeshua, recebidas de seu Pai, o Eterno, transformem nosso entendimento. Bendito seja o nome do Eterno!).

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

A Plena Comunhão

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"A Plena Comunhão", por Sady Folch

Certa ocasião, eu ouvi de um palestrante adventista a seguinte afirmação: “Desde o tempo em que entreguei minha vida aos caminhos do evangelho, nunca conheci um homem sequer, que ao guardar o mandamento e andar pela fé em Jesus, mendigasse o pão”. Por certo que dera testemunho verdadeiro, no entanto o diferencial em sua assertiva não reside apenas no fato de alguém que tão somente guarde o mandamento e a fé em Jesus, mas, sobretudo entrega-se a uma busca de repleta transformação.

Paralelo a isso, qualquer um poderia levantar-se e dizer que houve ocasiões em sua vida em que por conta de um desemprego, muitas intempéries tenham ocorrido. Pois bem, parece-me que a estes, antes de lhes dizer palavra, seria oportuno perguntar-lhes se tal infortúnio transcorrera sem fim, ou tenha se revertido com o tempo. Se estiverem em comunhão com o Senhor, certamente a resposta abrangerá para além dos alívios, alcançando o testemunho dos aprendizados.

Cumpre dizer também que situações semelhantes, ainda que acreditemos estar trilhando o caminho proposto pelo evangelho, possam, de fato, apresentarem-se como se estivessem em dissonância à vontade do Eterno. E é possível que estejam. É preciso lembrar aos que buscam a presença do Senhor, que Sua essência é perfeita, sobrepondo-se a tudo o que há. Por isso, ao recebermos o esclarecimento da sã doutrina, é fundamental nos revestirmos pelo novo nascimento no espírito, única forma de vivenciar a luz no caminho em direção ao Eterno, revelando-nos os aprendizados a que estejamos sujeitos.

Em Jerusalém, disse o Senhor por meio do profeta Jeremias aos que estavam em Babilônia: “Então me invocareis, e ireis, e orareis a mim, e eu vos ouvirei. E buscar-me-eis, e me achareis, quando me buscardes com todo o vosso coração.” (Jeremias 29). Disse isto, pois, falsos profetas se levantavam para lhes dizer enganos naquelas terras. E, mesmo os tendo permitido serem levados cativos, havia um tempo para aquele propósito debaixo do céu. Precisavam revestir-se da fé e observar os mandamentos.

Objetivando a comunhão com o povo, O Eterno orientou-os a crescerem e multiplicarem-se, procurando pela paz e pela prosperidade daquele local, pois se assim ocorresse com a cidade, haveria de o ser com eles também. Ele sabia dos planos que tinha para o povo, originados de pensamentos perfeitos de paz, esperança e futuro.

E, por fim, ainda que estejamos conscientes destas diretrizes, é preciso ainda ter a coragem de desejarmos em nós, as palavras ditas pelo rei Davi em oração: “Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração; prova-me, e conhece os meus pensamentos. E vê se há em mim algum caminho mau, e guia-me pelo caminho eterno.” (Salmos 139), pois, normalmente, haverá algo a ser corrigido.

Os que buscam a experiência real dos caminhos do evangelho, guardando o mandamento e a fé em Jesus, sabem que o servir ao Senhor se dá mediante os frutos do espírito, ação que ao ser empreendida, testemunha a paz do entendimento de que não se vive só de pão, ainda que o tenha todos os dias, mas de toda a palavra que vem da boca de Deus.

Shabbat Shalom!

Ṣadi Peregrino 

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Vida

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Há algumas semanas eu pedi à igreja que orasse por minha tia, pois ela estava com uma doença muito grave. O carinho e as orações vieram imediatamente. Falei com ela ao telefone e ouvi que daria a volta por cima, demonstrando grande alegria e força para viver.

A doença foi cruel. Levou-a antes mesmo que pudesse sair do hospital, deixando especialmente a seu marido com um sentimento de tristeza bastante difícil de ser vivenciado. A perda da esposa, companheira de toda vida até então. Ficamos nós, sua família, entristecidos e com um sentimento vazio bastante forte, ainda que certos que ela tenha descansado.

Digo vazio, pois é inexplicável a sensação que se tem quando se depara com o momento em que há a certeza de que não verá mais a pessoa; contudo, preenchidos e sustentados pela graça de Deus e pela Sua misericórdia, seguimos com esperança por conta da obra de redenção realizada pelo Messias e o momento da Sua volta; sabemos, inclusive, que naquele instante vindouro algo muito mais importante acontecerá no que se refere à vida e à morte.

Sim, pois todos nós poderemos nos encontrar novamente, contudo o importante desse reencontro residirá no fato se seguiremos juntos para a eternidade ou não. Portanto, ainda que seja muito difícil vivenciarmos a perda de um ente querido, se conhecermos as verdadeiras nuances da vida e da morte por meio do evangelho, vivemos e aguardamos nosso destino com a certeza da vida eterna e do reencontro de famílias inteiras, posto que aceitaram e viveram os mandamentos do Pai Eterno.

Paulo, o apóstolo dos gentios, dizia que morrer era lucro para ele, pois queria estar com Cristo. Sabia que ao acordar do sono da morte, por ocasião da segunda vinda de Yeshua, certamente O veria, pois vivia pelo e para o evangelho, a fim de ser conduzido à presença do Eterno para toda a eternidade.

Que assim seja com minha tia e com todos aqueles que um dia nos deixaram.

Shalom!

Sadi – Um Peregrino da Palavra
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Publicado no ano de 2013 em http://www.novasemente.org/2013/11/09/vida/ 


quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Lanço-me às águas

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Antes que pude me dispersar…
Lancei-me…
Agora são apenas meus olhos nos Teus olhos,
Luz a guiar o meu corpo solto,
O pouco do que foi meu,
Ou algo do que fui eu;
Caminho por Tua água que me espera…
E se por um momento me apavoro,
Percebo a insistência de meus limites,
Mas, se permaneço em Teu instante,
Então sei que seremos nós…
E resto calmo…
No salto em Tua direção
É que me desalinho do que fui,
E encontro lugar em Teus braços,
Vivencio o espaço,
E deixo que formem traços que eu mesmo desconheço;
E assim permaneço,
A entregar-me inteiro neste instante…
Instante em que Tu, Senhor, das águas me resgata.
 Sady Folch – O Peregrino da Palavra
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http://www.novasemente.org/2013/11/03/lanco-me-as-aguas/
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quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Destino

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É no mínimo interessante como a humanidade conceitua certos fatos. Por exemplo: A que se destina, afinal, a vida humana? Para os que creem nas teorias evolucionistas, seria apenas vivenciar um ciclo biológico que vai desde a fecundação até o momento do último suspiro. Por esta crença, eles estão limitados aos dias de sua própria sorte. Possivelmente seja isto que justifique tantas mudanças de valores conforme os tempos e as circunstâncias.

Para os criacionistas, em especial os que confessam a fé judaico-cristã, a vida humana é uma dádiva divina concedida ao tempo da criação que se tornou limitada no tempo de sua existência corporal, por conta do pecado. E ainda assim, mesmo que se curvando à existência entre a fecundação e a morte, a vida humana segue vivendo, sobretudo para ir ao encontro do ideal estabelecido pela obra de redenção, por meio de Cristo para o nosso retorno ao Eterno.

Vida e morte. Tema que deveria ser melhor meditado, pois há os que já estão mortos em vida por não desejarem a Deus, assim como há os que, pelo motivo de O terem conhecido e aceitado, passaram da morte para a vida, ainda que estando mortos para o corpo, senão quando o entregam para ser o templo do Espírito Santo. Vivem pelo Espírito que neles habita.

Paulo escreveu sua carta aos filipenses afirmando que o viver para ele era Cristo e o morrer, lucro, pois seu desejo era um apenas: Estar com Cristo. Sabia que ao morrer fisicamente e, reabrir seus olhos na ressurreição, estaria com Cristo, habitando então, em corpo incorruptível. No entanto, quando a Palavra é tomada por interpretações convenientes, vê-se de tudo. Vida após a morte em busca da perfeição, dispensando o sacrifício de Cristo; vidas santas que também justifiquem a possibilidade de existência após a morte, como santos intercessores.

Que a nossa vida aqui seja em Cristo e pelo retorno ao Eterno, pois, de fato, àqueles que tomarem posse da Sua Palavra, somente a estes Ele entregará a promessa de vida eterna, livrando-os da segunda morte, afinal, está escrito: “Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas: O que vencer não receberá o dano da segunda morte”. (Apocalipse 2:11)

Bendito seja o nome do Eterno!

Shalom Aleichem!

Sady Folch – O Peregrino da Palavra

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sábado, 26 de outubro de 2013

Amor, o elo da perfeição

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Ide, porém, e aprendei o que significa: Misericórdia quero, e não sacrifício. Porque eu não vim a chamar os justos, mas os pecadores, ao arrependimento”. Palavras de Jesus. (Mateus 9:13). Misericórdia aqui tem o significado de bondade, de boa vontade e de desejo em ajudar ao miserável, ao aflito. Foi para isso que Cristo veio ao mundo. Para sermos atendidos por Ele e, mediante Seu exemplo, agirmos igual e incondicionalmente para com o próximo.

No texto de ontem, lancei a pergunta: O que fazer quando deparados com filhos rebeldes ao extremo, sem qualquer respeito pelos pais, por si mesmos e pela vida. Crivelmente, pois é Deus quem providencia tudo, o sermão da manhã deste sábado entregou a resposta. O amor de Deus a respondeu à igreja pela pregação do pastor Felipe.  

Não posso prescindir desse maravilhoso sermão para aqui concluir. Portanto, que nos seja rememorado o que nos disse ao citar o novo mandamento dado por Cristo: “Amem-se uns aos outros, pois só assim serão reconhecidos como meus discípulos”. A prova maior a que somos submetidos, desde que ouvimos o chamado e o aceitamos, é exatamente sermos e agirmos como Jesus foi e agiu.

Como poderíamos, então, mesmo cansados, entristecidos, agredidos e ofendidos pelo filho difícil, mesmo já adulto, abrir mão dele? Afirmamos amá-lo e ao mesmo tempo o jogamos a este mundo perverso? Haveria a paz verdadeira nesse lar, mediante a ausência desse filho? Jamais.

O amor é o elo da perfeição, disse o apóstolo Paulo aos colossenses, advertindo-os que se revestissem de compaixão, bondade, humildade, mansidão e paciência, suportando a tudo e perdoando.  

Portanto, agimos, isto sim, conforme o exemplo do homem que imitou a Cristo quando hospedou um usuário de drogas em sua casa e, esperando-o voltar durante a madrugada, dizia a ele: “Que bom que você voltou. Eu te amo”. E o amor de Cristo vivido por aquele discípulo, transformou a vida miserável, aflita. Foi essa atitude e não a que se reveste dos limites do mundo, a que, tal como Cristo, se entregou ao amor pelo próximo, aroma agradável a Deus, segundo a Palavra.

Pela miséria do pecado e pela aflição imposta neste mundo, somos atacados diariamente. No entanto, se de fato estamos transformados pela Palavra de Deus, é nela que encontramos a força para seguirmos, a alegria mesmo nas tribulações, a fé que move circunstâncias antes inacreditáveis e o amor que transforma vidas.

Como bem disse o pastor nesta manhã de sábado, inspirado na verdade do evangelho, “se Jesus não tivesse vivido o que viveu, não saberíamos o que seja amar alguém”, pois aquele exemplo de amor sofreu sem reclamar e ainda assim entregou-se por nós. Razão maior de nossa existência hoje. Vivermos pelo evangelho do amor, a fim de alcançarmos excelente testemunho diante de Deus e dos homens, para que um dia, aí sim, possamos viver em paz na eternidade.

Que tua semana seja repleta do amor de Deus, exemplo maior vivido por Cristo, sendo teus filhos abençoados por essa atitude.

Sadi – Um Peregrino da Palavra
  



sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Filhos Rebeldes

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A escritora adventista, Ellen White, registrou em seu livro "Só para Jovens", a assertiva: “Estamos vivendo numa época infeliz para os jovens. A influência que predomina na sociedade é favorável a permitir que os jovens sigam a inclinação natural de sua própria mente”.

Um século depois de seus registros, parece-nos o referido texto um escrito da atualidade. Nossa época, mais ainda está sob essa influência devastadora dos novos conceitos culturais. Estamos, de fato, vivendo o tempo do fim. Um tempo em que os filhos não ouvem e nem obedecem aos pais, em muitos casos agredindo-os verbal e fisicamente.

As relações de poder e os brilhos do mundo que, juntos, pregam a independência, têm sido os grandes responsáveis que levam os jovens a crerem no engano de poderem dizer, ou fazer o que lhes dá na cabeça. Distorcem os valores e empreendem nas mentes em crescimento, um comportamento desequilibrado, conduzindo-os a um futuro instável no que concerne ao respeito próprio e alheio.

Para tanto, basta ver como os jovens tratam seus professores. É muito preocupante para o futuro da sociedade, o que dizer então para a salvação eterna dessa geração. Em se tratando dos pais, ou estão a colher o que plantaram, seja por terem agido com descaso em dado momento, seja por terem sido eles mesmos o exemplo, ou estão vivendo um tormento produzido pela sociedade, esta que influencia a quem deseja.

E conclui a escritora, ela que foi uma das pessoas mais influentes no nascimento da igreja adventista do sétimo dia: “Se os filhos são muito rebeldes, os pais têm a ilusão de que quando forem mais velhos e raciocinarem por si mesmos, abandonarão os hábitos errôneos e se tornarão homens e mulheres úteis. Que engano!”, exclamou.

O que fazer nestes casos? Orar? Amar? Sim, é preciso exercer misericórdia. Sempre. Contudo, e se tais filhos põem em risco a sanidade do lar? E se já crescidos, insistem em fazer o que querem, empreendendo hábitos de uma vida desregrada, impondo sua vontade por anos seguidos, em um lar em que seus pais sejam pessoas de bem, cristãs ou não?

O antigo testamento determina atitudes radicais em relação a tais rebeldes. Foi por esse mesmo testamento que viveu e orou o Cristo, contudo Ele nos ensinou a amar aos que nos ofendem e nos maltratam.  O que fazer nestes casos? Amar um filho que te ofende e te maltrata, significa aceitar viver debaixo de sua opressão e desrespeito? Colocá-los para fora de casa é algo que contrapõe à nova aliança anunciada por Jesus? 

E você, cristão que conhece a palavra, o que faria nestes casos extremos, em especial se eles já atingiram idade adulta mas não têm independência financeira? Que sua resposta não seja imediata, pois trata-se de uma análise profunda de seres humanos, dos ataques a que estejam sujeitos e do amor ensinado pelo Cristo. Mas, enfim, há um limite para isso?

A paz do Senhor esteja contigo e tua casa!

Ṣadi – Um Peregrino da Palavra


Para ler outros textos diretamente no site, acesse: http://www.novasemente.org/author/sady-folch/

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sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Escárnio

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Nesta sexta-feira à tarde, eu saia de casa para ir até à praça da sé, localização da livraria da OAB SP, onde estive para procurar um livro. Pois bem, ao passar pela Câmara Municipal, me deparei com uma festa enorme no meio da rua. Tratava-se da tradicional, Peruada, festa organizada pelo centro acadêmico da faculdade de direito do Largo de São Francisco.

O slogan de cada ano é pensado para criticar alguma situação ocorrida no país. Este se voltou ao deputado Marco Feliciano (PSC-SP), com o tema "Contra o ódio do pastor, meu peru é mais amor". A festa tem sua origem nos anos 40, quando estudantes da faculdade de direito furtaram perus de estimação de um professor e, com eles, realizaram um banquete. Ou seja, a coisa já começou errada. Não à toa, a cena que presenciei hoje era de cortar o coração.

Apesar de serem jovens, marcados pela beleza da juventude, o que mais me chamou atenção foi o estado em que se encontravam. Mais da metade deles e, não eram poucos, totalmente embriagados, com os olhares perdidos; muitos ao ponto de ficarem caídos pelo caminho, desmaiados pelo entorpecimento, vomitados em si mesmos. Alguns, inclusive, socorridos por bombeiros e policiais militares que os acompanhavam.

Pensei comigo: Eles são jovens deste e neste mundo e, por isso mesmo a maioria é movida pela imitação dos hábitos passados, afinal, já dizia o rei Salomão, que não há nada de novo debaixo do sol. Eles são a renovação do mundo que insiste tratar aos princípios cristãos com desdém, ainda que muitos dos testemunhos, ditos evangélicos, deem motivo para o escárnio da Palavra de Deus.

E terminei a triste meditação concluindo o óbvio: Estes jovens colocam-se a criticar algo que, de fato, a meu ver mereça repúdio, pois, no mínimo, o assunto deveria ter sido tratado com amor, afinal trata-se da mensagem de Deus que está sendo entregue, ensinada, mas, na verdade, eles aqui estão dispersos pela embriagues deste mundo, como que drogados pelas sensações, falsas em todos os sentidos.

E o que se viu, foi de uma tristeza que muitos dos pais daqueles jovens teriam se entristecido à morte.  Como seria maravilhoso se dessem uma chance a eles mesmos, a analisarem a vida de Jesus Cristo, sem olhar para o testemunho dos homens e, dessa forma, poderem emitir um melhor juízo de valor sobre a mensagem do evangelho, tanto quanto ao que faziam com suas vidas naqueles instantes.

Shabbat Shalom!

Sadi – Um Peregrino da Palavra.   

Poderá ser lido no site; acesso o link http://www.novasemente.org/2013/10/19/escarnio/
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Vontades e entregas

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Publicado no site Nova Semente, em 13/10/13
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Uma das coisas que mais me impressionam na relação com Deus, é quando me deparo com providências que Ele nitidamente proporciona. Sabemos por tudo o que ouvimos e lemos que a vontade de Deus é que deve prevalecer e não a nossa.

Não é tão fácil à primeira vista compreender esta espera, esta decisão, mas se guardamos os mandamentos, permanecemos no Seu amor e, sendo este o que haverá de permanecer, tudo podemos naquele que nos fortalece.

Se estivermos nele, pedimos e recebemos. A força que precisamos virá dele; o bom combate será sustentado por Ele; o perdão ao que nos ofende, o amor e a oração a estes estendidas, são provas de que permanecemos debaixo da graça do Messias, do Leão de Judá.

Há ocasiões em que confesso, minha conversa com meu Pai se dá ao modelo de Gideão, pedindo por uma prova que demonstre certificar-me ser Sua vontade. Não é como devemos proceder. A falta de entrega completa é a certeza de estarmos em meio à fraqueza, ou pior, vivenciando a apostasia.

O que, de fato, é necessário, é agir pela fé. Conhecer a Nova Aliança e andar pela fé. Estabelecer intimidade com Deus e andar na Sua dependência, sendo obedientes em tudo. Mas, de que maneira identificamos essas situações, a fim de que não caiamos nos ardis do inimigo que se reveste até mesmo de anjo de luz?

Conhecendo a Palavra, especialmente nos aspectos que esclareçam o que traduz o conceito da vontade de Deus, qual seja ser boa, perfeita e agradável. Converse com o Criador, Salvador e Senhor de nossa vida, sorria, se entregue a Ele sem reservas e seja feliz, pois em tudo seremos fortalecidos.

Ótima semana a todos, pela graça de Deus.


Sadi - Um Peregrino da Palavra

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Dia das Crianças

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Publicado em 12/10/13
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No Brasil, hoje se comemora o dia das crianças. Oxalá, pudéssemos comemorá-lo. Para os pais, no entanto todos os dias são dias das crianças. Dias para as educarem, as amarem, dando tudo de si para que alcancem vitórias na vida. Contudo, ainda assim, nem sempre estas ações são garantias a conduzirem-nas ao caminho que resultará respeito pelo mundo e pelo próximo.

Os filhos são presentes de Deus na vida dos pais, no entanto, infelizmente, estes presentes são levados a viverem a vida e os conceitos de seus pais, que nem sempre representam o que seja bom, perfeito e agradável, tal como é a vontade do Pai Eterno. Essas crianças, muitas vezes se tornam a extensão do egoísmo, do orgulho e da vaidade; dos maus hábitos e dos falsos conceitos ensinados pelo mundo.

É certo também que há aquelas que apenas sonham com pais que lhes deem ao menos alguma atenção, algum carinho. Estas são, em sua maioria, destituídas de quase tudo. Na igreja adventista do sétimo dia, todos os dias são dias das crianças. Dias em que ela, como semeadora e cultivadora da Palavra de Deus, busca relembrar aos pais que as crianças devem ser ensinadas a andar no bom caminho, para que, ao crescerem, não se desviem dele. É uma recomendação das próprias escrituras sagradas.

Para a Igreja Nova Semente não poderia ser diferente; mediante um de seus ministérios, realiza um trabalho social e espiritual em uma comunidade carente chamada Fábrica, em Carapicuíba, e, todos os dias também têm esse sentido. Tal verdade está traduzida nas ações que ali realiza com as famílias, pois age com o amor de um pai que educa seus filhos nos caminhos de Deus.

Por certo que o resultado de seu testemunho será tornar as gerações atuais e futuras, tanto dos pais quanto dos filhos, homens cientes não apenas da existência real de Deus, mas, sobretudo da necessidade de dependência e obediência a Ele, que os protege e cuida, muitas vezes por intermédio de alguém que nunca viram antes. E o desdobramento imediato disso; uma sociedade mais justa, mais amorosa, mais atenciosa, mais consciente de seus deveres e obrigações para com as crianças. O desdobramento eterno; a orientação que serviu para levar tenras vidas à vida eterna.

Que o Brasil cuide de suas crianças. Que as dignifiquem com o respeito, com a saúde física e mental, tanto quanto com a educação que as permita brincarem no tempo de brincar, estudarem no tempo de estudar e, serem amadas o tempo todo, para que, ao longo do tempo, aprendam que o significado da vida é amar.

Shabbat Shalom!

Sadi - Um Peregrino da Palavra
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Link: Pode ser lido no site; acesse por http://www.novasemente.org/2013/10/12/dia-das-criancas/
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